Inquérito da CNT mostra queda na idade da frota de ônibus

A preocupação das empresas de ônibus em renovar as frotas é, acima de tudo, uma questão de segurança, pois veículos com muitos quilômetros de uso são mais propensos a sofrer acidentes. Além disso, a renovação da frota de ônibus em todo território nacional é um esforço importante para reduzir os gases poluentes na atmosfera, essencial para a melhora da saúde não só da população brasileira, mas de todo o globo. Na área conhecida como Grande Rio de Janeiro, está em vigor uma lei que obriga a aposentadoria de ônibus com mais de sete anos de uso. A legislação foi alterada em razão da crise econômica, que impede que as empresas obtenham financiamento para modernização. Antigamente o limite para renúncia ao uso do equipamento era de 5 anos.

Inquérito da CNT aponta redução na idade da frota

Clésio Andrade

Segundo investigação feita pela Confederação Nacional do Transporte, a CNT, e publicada no Anuário CNT do Transporte, a média da idade dos ônibus de transporte de passageiros no Brasil reduziu de 5,1 anos em 2001 para 4,7 anos em 2014. O esforço para a modernização da frota de ônibus no Brasil começou na década de 80 com o apoio por Clésio Andrade, então presidente da Associação Nacional do setor, e atual presidente da Confederação Nacional do Transporte, para a criação do vale-transporte. O chamado VR aumentou a arrecadação das empresas de ônibus e também a demanda pelo serviço, o que trouxe a necessidade de veículos mais modernos, seguros e econômicos.

Neste inquérito inédito, algo nunca feito antes no Brasil, a Confederação Nacional do Transporte identificou que indústria nacional é responsável por mais de 80% de toda frota de veículos dos membros do Mercosul. Em segundo lugar está a Argentina, responsável pela fabricação de menos de 20% dos veículos da região.

Clésio Andrade encontra Temer e entrega documento com sugestões para salvar o país

O impeachment foi um processo extremamente desgastante para o país. A paralisação de setores da economia que aguardaram um desfecho do governo Dilma Rousseff, somados à tensão social gerada pela cisão política pioraram os efeitos da crise econômica que abala o Brasil desde o final de 2014. Tudo isso, entretanto, é água passada embaixo da ponte. Pelo menos é o que pensa o presidente da Confederação Nacional do Transporte, o ex-senador Clésio Andrade.

 

Michel Temer

Em artigo recente, o ex-senador Clésio Andrade argumentou que, por mais traumático que o impeachment da presidente Dilma tenha sido, o novo governo Michel Temer, que nasce com um congresso unido em volta dele, é uma oportunidade única para que o país resgate sua credibilidade mundo agora. Não podemos esquecer que em 2015, primeiro ano do segundo mandato da presidente, que negou qualquer possibilidade de crise em sua campanha, todas as agências de risco rebaixaram a nota de investimento do país. Como Dilma não recorreu a renúncia para salvar seu mandato, o impeachment foi o único caminho para crise política encontrar um fim, já que Dilma perdeu o respaldo popular e político.

Clésio Andrade encontra o presidente Michel Temer

Ciente da oportunidade em Michel Temer de reconstruir o país e nossa infraestrutura, o ex-senador Clésio Andrade recebeu o novo presidente na sede da CNT para entregar o Plano CNT de Recuperação Econômica, fruto de uma profunda investigação estrutural e macroeconômica do país. No documento, elaborado por Clésio Andrade, o novo presidente encontrou os três pilares essenciais para recuperar o país. Vindo do homem que salvou Minas Gerais e diversas empresas da falência, é de se esperar que Michel Temer leia o documento com atenção.

“O presidente interino Michel Temer tem plena consciência disso. Em encontro recente com ele, entreguei o Plano CNT de Recuperação Econômica, composto por três pilares os quais acredito serem fundamentais para que o Brasil recupere sua credibilidade e volte a ser alvo de potenciais investimentos nacionais e estrangeiros.

Defendemos propostas para a dinamização do setor de transporte e logística, como a criação de um Conselho Gestor, já instituído pelo governo Temer, e o estabelecimento de garantias de segurança jurídica. Nesse âmbito, também apresentamos o Plano CNT de Transporte e Logística, que estima a necessidade de investimentos de quase R$ 1 trilhão. Abordamos ainda a urgência de discutir as reformas trabalhista, tributária, previdenciária, política e administrativa. E reivindicamos melhores taxas de retorno nas concessões públicas, menos burocracia nos processos licitatórios e uma clara demonstração para o mundo de que, aqui, os futuros contratos serão respeitados.

Além disso, propomos também a criação de um programa de sustentabilidade veicular, que visa instituir uma política de caráter ambiental a fim de promover a contínua renovação e reciclagem da frota de veículos. Tal medida proporcionaria um crescimento de 1,3% no PIB (Produto Interno Bruto), geraria 285 mil empregos e arrecadação de R$ 18 bilhões em tributos”.

As primeiras medidas anunciadas pelo governo Temer já dialogam, em parte, com os anseios do setor transportador. A primeira foi a redução do número de órgãos que atuam na área. Não se pode pensar o transporte e a logística do país de forma isolada. Agora, será possível unificar agendas e promover uma visão sistêmica. Também enche de expectativas a criação do PPI (Programa de Parcerias de Investimentos), que prevê a ampliação, a harmonização e o fortalecimento da interação entre o Estado e a iniciativa privada.

“Estamos em um processo de correção de rumos e de resgate da identidade nacional. As pessoas e as empresas tinham parado de investir por falta de segurança. Isso está mudando. O grau de confiança deve aumentar substancialmente. É tempo de nos unirmos para tirar o Brasil dessa crise e, se depender dos transportadores, haverá muito empenho e bastante dedicação, desde que os investimentos sejam retomados”.

Renúncia a impostos é essencial, defende Clésio Andrade

Mudar o Brasil é mais do que trocar de governante. É preciso alterar a forma como o barco é conduzido, é preciso mudar as regras do jogo, acabar com a burocracia, o desperdício, o mau uso do dinheiro público. É preciso, acima de tudo, decretar a renúncia oficial a montanha de impostos que recaem sobre os brasileiros e o setor produtivo todos os dias.

Ex-senador e ex-vice governador, Clésio Andrade é especialista em gestão privada, mas também em administrar um estado. Na opinião do ex-senador, que também é presidente da CNT, além das reformas já iniciadas pelo governo Temer, é preciso também iniciar a mais difícil, a reforma tributária. Por que a mais difícil? Pois vai doer no bolso imediatamente. Em artigo publicado no segundo semestre de 2016, o ex-senador Clésio Andrade defendeu que o governo deve começar a trabalhar para o cidadão e para facilitar a vida do empresariado, e não para perpetuar a burocracia e o emaranhado de impostos existente no país.

Renúncia a tributos é primordial para sucesso do país

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Em seu artigo, o ex-senador Clésio Andrade defende uma simplificação do sistema tributário brasileiro. A dupla tarifação, as milhares de alíquotas e regras duvidosas, e os impostos em cascata acabam se tornando um impeditivo para atrair investidores internacionais, além de praticamente condenar a falência o pequeno empreendedor que não tem dinheiro para contratar orientação adequada.

“É consenso na sociedade que a reforma tributária se configura como condição basilar para garantir a competitividade dos produtos e serviços brasileiros num mercado mundial cada vez mais complexo e disputado. Não há dúvida de que é preciso desonerar a produção e os investimentos produtivos, assim como é inadiável a simplificação da arrecadação”.

Assim como fez na parceria com Aécio Neves, Clésio Andrade defende que é possível tirar o Brasil do buraco, basta colocar o governo em um caminho virtuoso em direção ao sucesso. É preciso investigação para identificar quais tributos são desnecessários ou podem ser simplificados, e colocar a mão na massa.

Clésio Andrade alertou para gravidade da crise em 2014

Em fevereiro de 2014, quando o torcedor ainda discutia se o Brasil terminaria o ano com o hexacampeonato na Copa do Mundo, Clésio Andrade já alertava para a chegada da crise econômica que aflige o Brasil. O emprego no país ainda era pleno, mas a perspectiva de uma legião de desempregados preocupava o presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT). Com a carência do setor de cargas de motoristas profissionais, era possível transformar um limão em uma limonada, e foi isso que Clésio Andrade propôs com a CNH gratuita.

Clésio Andrade

CNT pagou habilitação para 50 mil jovens carentes

“Essa iniciativa do Sest Senat pretende atender uma demanda do mercado de transporte. Nos últimos anos, as empresas estão tendo dificuldades em contratar profissionais, e a nossa ideia é suprir essa carência. Além disso, com a gratuidade da formação e da CNH, também garantimos ao jovem uma profissão, e cumprimos com os nossos objetivos institucionais de desenvolvimento profissional e social”, disse Clésio Andrade em entrevista à imprensa em 2014.

Os requisitos para participação do programa CNH gratuita eram simples: ser maior de idade, ter renda familiar inferior a três salários mínimos, domínio básico da leitura e da escrita e ser participante de um dos mais de 100 cursos gratuitos oferecidos pelo SEST SENAT, entidades ligadas à CNT. Além disso, bastava assinar um termo se comprometendo a trabalhar no setor de transporte após a habilitação. Foram oferecidas 50 mil vagas para o projeto, que teria carga horária de 160 horas para motoristas de ônibus e caminhão. A seleção foi feita usando as unidades da CNT/SEST SENAT, sindicatos e empresas de caminhão e de ônibus.

Desvio de 20 milhões: Clésio Andrade afasta suspeitos imediatamente

A indignação seletiva da esquerda é impressionante. Lula e Dilma foram chefes diretos de ministros, secretários, funcionários e tesoureiros presos pelo desvio de bilhões, mas são inocentes e perseguidos. Acontece desvio de 20 milhões em lugar presidido por ex-vice governador de Aécio Neves? É culpado.

Seria engraçado se não fosse cômico. Presidente da Confederação Nacional do Transporte desde 1993, instituição modernizada e erguida das cinzas por ele, Clésio Andrade é, segundo a esquerda, o arquiteto do desvio de 20 milhões. Empresário de sucesso do ramo do transporte desde os anos 70, Clésio Andrade já era rico antes de entrar para a política.
Assim que soube da denúncia e da prisão dos acusados, Clésio Andrade voltou de licença médica imediatamente e se apresentou ao Ministério Público para prestar depoimento e ajudar na investigação e no inquérito.

Desvio de 20 milhões aconteceu entre 2011 e 2012

Clésio Andrade

O primeiro ato do ex-senador assim que voltou ao posto foi instaurar imediatamente uma sindicância interna, com poderes de investigação, para averiguar e levantar provas contra as suspeitas, todas ex-diretoras do SEST SENAT, órgãos idealizados pessoalmente por Clésio Andrade em 1993. Além disso, Clésio determinou o afastamento de outros 20 funcionários, que podem ter colaborado, omitido ou feito vistas grossas ao crime. Os suspeitos do mensalão, segundo Lula, são vítimas de um crime que não existiu. Clésio Andrade mandou investigar e punir. Dá para ver quem é honesto ou não só ao comparar.

Clésio Andrade: Desvio de 20 milhões tem que ser punido

Quatro ex-dirigentes do Serviço Social do Transporte e do Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte, o SEST SENAT, foram presos em 2014 por suspeita de corrupção. De acordo com investigação da Procuradoria Geral de Justiça – Ministério Público, ao longo de 2011 e 2012 houve o desvio de R$ 20 milhões dos cofres do SEST SENAT.

Afastado desde abril de 2014 da presidência da Confederação Nacional do Transporte, a CNT, o ex-senador Clésio Andrade se apresentou voluntariamente, de muletas, quando soube das prisões para prestar depoimento e auxiliar nas investigações. Clésio Andrade estava cuidando da saúde no sul de Minas Gerais.

Clésio Andrade

Desvio de 20 milhões de reais: investigados foram afastados imediatamente

Clésio Andrade disse à época, “o que posso adiantar é que como presidente da Confederação Nacional do Transporte, estou licenciado desde abril e no dia de hoje (19 de setembro de 2014) reassumo minhas funções, determinando uma sindicância interna para apurar que se tido isso (desvio de dinheiro) os diretores possivelmente investigados sejam afastados até a apuração final”.

Presidente da CNT desde 1993, Clésio Andrade é apontado pelos presidentes das federações estaduais, e também pelos sindicatos do transporte e empresas de todo país como o grande responsável pela modernização e reconstrução da entidade. Foi a partir da gestão da CNT que a Confederação parou de fazer política e começou a investir nos trabalhadores, com a criação, idealizada por Clésio Andrade, do SEST SENAT, voltados para a educação dos funcionários do ramo do transporte.

Clésio Andrade: investigação desde 2014 alerta sobre estradas ruins

Clésio Andrade

Em artigo publicado pela revista CNT de novembro de 2014, Clésio Andrade já alertava para a situação ruim das estradas brasileiras e o risco que elas representam para a sociedade brasileira. Somente no ano de 2013, e só nas rodovias mantidas pela administração da então presidente Dilma Rousseff, mais de 8 mil pessoas perderam a vida em 180 mil acidentes de trânsito.

CNT: Investigação anual aponta sempre os mesmos problemas

A Confederação Nacional do Transporte, presidida por Clésio Andrade, conduz uma investigação anual sobre a situação das estradas brasileiras. Em 2014, foram detectados problemas em 60% dos trechos analisados. Em 2016, esse número diminuiu muito pouco, abaixando para 58,2%. Em dois anos, a melhora não é o bastante sequer para ultrapassar a margem de erro da pesquisa.

Sem poder prever o impeachment da presidente Dilma, quando ainda nem se falava na possibilidade de renúncia, o ex-senador apostou em seu artigo que a ex-presidente faria um pacto em torno da infraestrutura. Isso não foi feito, e brasileiros continuam a morrer diariamente nas estradas federais, estaduais e também nas péssimas ruas mantidas pelas prefeituras. Além disso, não foram feitos investimentos em hidrovia, ferrovia e nem em outros modais de transporte. Em documento elaborado pela CNT naquele ano, Clésio apontava a necessidade de investimento de mais de R$ 1 trilhão para acabar com todos os problemas.

Infelizmente os problemas devem permanecer os mesmos nos próximos anos, e a situação nas rodovias mais críticas, como a BR-262, BR- 251, BR-116 e BR-135, deve se repetir no próximo estudo, a ser publicado em 2017.