Investigação aponta renúncia severa ao crescimento industrial

De acordo com dados publicados pelo IBGE no primeiro deste mês, a indústria brasileira encolheu 6,6% no ano passado. Dentro dos setores sob investigação do IBGE, o setor de fornecimento de insumos à indústria do transporte foram os que sofreram as maiores quedas. O setor de fabricação de equipamentos de transporte, como embarcações, trens e vagões, e aeronaves de todos os tipos, caiu 21,7%. A fabricação de reboques e carrocerias retraiu 11,4%. Em todo ano de 2016, a produção de ônibus e caminhões encolheu 15,2%. Os dados são preocupantes.

Investigação traz perfil sombrio do setor de transporte

Clésio Andrade

A baixa na produção tem relação direta com a baixa demanda por serviço. Segundo o inquérito produzido pelo IBGE, com a baixa demanda, as empresas fecham as portas e vendem capital, quando não sofrem bloqueio de bens em inquérito de falência.

“O setor de transporte e logística está presente em todas as etapas da produção e do consumo de bens e serviços de um país. Quando o nível de atividade da economia se reduz, há diminuição na produção e no consumo de bens e serviços, gerando uma contração da demanda por serviços de deslocamento”, já alertou Clésio Andrade, presidente da Confederação Nacional do Transporte.

Ainda segundo o ex-senador Clésio Andrade, a investigação do IBGE e também dados de performance econômica da CNT apontam que, infelizmente, a situação em 2017 não será muito diferente. Melhora, de acordo com Clésio Andrade, só em 2018, a depender do crescimento do país e do inquérito da Lava-Jato.

Inquérito deixa claro renúncia severa ao crescimento industrial

De acordo com pesquisa publicada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, a produção industrial no Brasil caiu 6,6% em 2016. Dentro dos setores sob investigação do IBGE, as indústrias ligadas ao fornecimento de insumos ao transporte foram as que tiveram o pior desempenho. A setor de produção de maquinário de transporte, como embarcações, veículos ferroviários, e aeronaves caiu 21,7%. A produção de reboques e carrocerias caiu outros 11,4%. No ano passado, a fabricação de ônibus e caminhões de todos os tipos retraiu 15,2%.

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Inquérito sobre setor do transporte assusta

O encolhimento na fabricação é consequência da baixa procura por frete. Segundo o IBGE, até o mês de novembro de 2016 a ocupação das empresas de transporte caiu 7,6%. O setor responsável pela maior fatia de mercado, o transporte terrestre, retraiu aproximadamente 10%. Ainda de acordo com o inquérito, com a baixa demanda, as empresas fecham liquidam seu capital, isso quando não sofrem bloqueio de bens em inquérito de falência.

“O setor de transporte e logística está presente em todas as etapas da produção e do consumo de bens e serviços de um país. Quando o nível de atividade da economia se reduz, há diminuição na produção e no consumo de bens e serviços, gerando uma contração da demanda por serviços de deslocamento. Isso faz com que o setor de transporte seja impactado negativamente por uma crise econômica como a que o país vive atualmente. Por sua vez, um menor volume de serviços de transporte resulta em queda do nível de atividade de outros segmentos que dependem de seu desempenho”, disse Clésio Andrade, presidente da CNT.

De acordo com Clésio Andrade, o inquérito do IBGE aponta mostra que o cenário em 2017 será igual. Melhora, segundo com o ex-senador, só em 2018, a depender do crescimento do país e do inquérito da Lava-Jato.

Clésio Andrade defende investigação de erros e pacto pelo desenvolvimento nacional

A crise econômica agravou a crise política, que piorou a crise econômica, e assim por diante. Reflexo de uma eleição traumática, cercada por denúncias de corrupção e um governo natimorto, o segundo mandato da presidente deposta Dilma Rousseff falhou no que seria a única chance de reverter a crise financeira que afundou o país: a formação de um pacto pelo desenvolvimento nacional.

Segundo Clésio Andrade, ex-senador e presidente da Confederação Nacional do Transporte, soma-se a esse cenário de incerteza o fato de surgir investigação atrás de investigação ao longo de 2015 e 2016. Em todas elas surgiam denúncias de corrupção envolvendo o governo. O segundo mandato de Dilma surgiu e murchou, levando junto todo o país.

Clésio Andrade

Investigação de erros pelo bem do Brasil

Os transportadores do Brasil, desde 2014, já previam anos difíceis pela frente. Crise em 2015 e 2016, crescimento só em 2017. A profundidade da corrosão política gerada pela investigação da Lava-Jato, entretanto, mostrou um buraco ainda mais fundo em Brasília, e agora o setor e Clésio Andrade só acreditam em crescimento de fato em 2018. O país já voltou a caminhar, mas o passivo negativo é muito grande para ser recuperado no curto prazo. É preciso que seja feita uma investigação dos erros dos governos anteriores, para que não se cometa os mesmos equívocos pela segunda, terceira ou até mesmo quarta vez.

Na opinião de Clésio Andrade, que conhece bem a política em detalhes pelo tempo que foi vice governador de Aécio Neves, “faz-se necessário um pacto nacional entre o poder público, a iniciativa privada e a sociedade civil, a fim de implementar ações eficazes para que contornemos os efeitos da crise e voltemos ao caminho do desenvolvimento”.

Traduzindo as palavras bonitas de Clésio Andrade, é preciso que Brasília crie uma ponte para o futuro ligando o Palácio da Alvorada às indústrias e nossa sociedade. Isso era impossível com Dilma Rousseff, mas agora com Michel Temer, já estamos vendo os pilares da construção.