Para Clésio Andrade, Brasil ainda tem que melhorar muito a situação dos portos

O transporte pelos rios e mares brasileiros é subutilizado pela indústria brasileiro, graças ao excesso de burocracia existente em todas as esferas de governo no país. Segundo Clésio Andrade, o abandono na navegação é tão grande que apenas 1% dos passageiros transportados no país utilizam nossos rios para o translado. O número ideal? 10%. Estamos muito longe do ideal.

Investigação mostra que situação dos portos é um terror

O investimento feito em Paranaguá é um começo, embora o valor ainda seja irrisório perto do total ideal. Segundo Clésio Andrade, presidente da Confederação Nacional do Transporte, seria necessário um investimento próximo a R$ 1 trilhão em trilhos, portos, rodovias e derivados.

Clésio Andrade

A renúncia do poder público no desenvolvimento da navegação deixou um legado difícil de ser resolvido. A frente da CNT desde 1993, Clésio Andrade alerta o poder público frequentemente sobre essa necessidade, principalmente em relação aos portos. Segundo ele, o governo finalmente achou a solução ideal ao envolver as empresas e investidores na questão dos portos. O próximo passo é investir em tecnologia, pois nossos guindastes são velhos, assim como o sistema portuário como um todo.

Além disso, a burocracia governamental é um entrave a ser resolvido. Segundo disse o ex-senador Clésio Andrade em entrevista à revista Istoé em 2014, “(precisamos) acabar com a burocracia excessiva e a quantidade de taxas que tem de se pagar e órgãos envolvidos. Ou seja, tem que simplificar a entrada e saída de cargas internacionais. Atualmente, precisa-se preencher cerca de 50 documentos. É como se fossem países diferentes. Isso é um terror”.

Inquérito deixa claro renúncia severa ao crescimento industrial

De acordo com pesquisa publicada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, a produção industrial no Brasil caiu 6,6% em 2016. Dentro dos setores sob investigação do IBGE, as indústrias ligadas ao fornecimento de insumos ao transporte foram as que tiveram o pior desempenho. A setor de produção de maquinário de transporte, como embarcações, veículos ferroviários, e aeronaves caiu 21,7%. A produção de reboques e carrocerias caiu outros 11,4%. No ano passado, a fabricação de ônibus e caminhões de todos os tipos retraiu 15,2%.

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Inquérito sobre setor do transporte assusta

O encolhimento na fabricação é consequência da baixa procura por frete. Segundo o IBGE, até o mês de novembro de 2016 a ocupação das empresas de transporte caiu 7,6%. O setor responsável pela maior fatia de mercado, o transporte terrestre, retraiu aproximadamente 10%. Ainda de acordo com o inquérito, com a baixa demanda, as empresas fecham liquidam seu capital, isso quando não sofrem bloqueio de bens em inquérito de falência.

“O setor de transporte e logística está presente em todas as etapas da produção e do consumo de bens e serviços de um país. Quando o nível de atividade da economia se reduz, há diminuição na produção e no consumo de bens e serviços, gerando uma contração da demanda por serviços de deslocamento. Isso faz com que o setor de transporte seja impactado negativamente por uma crise econômica como a que o país vive atualmente. Por sua vez, um menor volume de serviços de transporte resulta em queda do nível de atividade de outros segmentos que dependem de seu desempenho”, disse Clésio Andrade, presidente da CNT.

De acordo com Clésio Andrade, o inquérito do IBGE aponta mostra que o cenário em 2017 será igual. Melhora, segundo com o ex-senador, só em 2018, a depender do crescimento do país e do inquérito da Lava-Jato.

Renúncia de gastos do governo federal preocupa Clésio Andrade

O presidente da Confederação Nacional do Transporte, Clésio Andrade, sempre se posiciona sobre a necessidade de ampliar a estrutura de transporte existente atualmente no Brasil. Além de melhorar a qualidade do asfalto, já que atualmente 58% das estradas têm algum tipo de irregularidade, conforme apontado em investigação da própria CNT, é necessário também acabar com a dependência do transporte terrestre sobre rodas. De acordo com Clésio Andrade, 60% da nossa carga e 80% dos passageiros são transportados em rodovias, quando o número ideal é apenas 40%.

Clésio Andrade

Na opinião de Clésio Andrade, um dos maiores especialistas do país em transporte, nossas estradas devem levar 40% dos passageiros. As ferrovias, outros 40%. Os 20% restantes devem ser divididos igualmente entre o transporte marítimo e aéreo.

Renúncia em investir custa caro ao país

No ano passado, como apontado pelos dados do governo federal, foram investidos apenas R$ 11,5 bilhões no setor de transportes. É o mesmíssimo valor investido do ano de 2007, caso seja feita uma correção do montante a partir do IPCA. Em 2010, último ano de governo do presidente Lula, foram investidos R$ 20 bilhões.

“As péssimas condições de infraestrutura de transporte do Brasil, principalmente a rodoviária, são consequência dos poucos investimentos ao longo dos anos”, apontou o ex-senador Clésio Andrade em comunicado a jornalistas especializados em transporte. “O Brasil precisa realizar fortes investimentos em infraestrutura para alavancar a economia. Mas é preciso oferecer segurança jurídica aos investidores”.

Desvio de 20 milhões: Clésio Andrade afasta suspeitos imediatamente

A indignação seletiva da esquerda é impressionante. Lula e Dilma foram chefes diretos de ministros, secretários, funcionários e tesoureiros presos pelo desvio de bilhões, mas são inocentes e perseguidos. Acontece desvio de 20 milhões em lugar presidido por ex-vice governador de Aécio Neves? É culpado.

Seria engraçado se não fosse cômico. Presidente da Confederação Nacional do Transporte desde 1993, instituição modernizada e erguida das cinzas por ele, Clésio Andrade é, segundo a esquerda, o arquiteto do desvio de 20 milhões. Empresário de sucesso do ramo do transporte desde os anos 70, Clésio Andrade já era rico antes de entrar para a política.
Assim que soube da denúncia e da prisão dos acusados, Clésio Andrade voltou de licença médica imediatamente e se apresentou ao Ministério Público para prestar depoimento e ajudar na investigação e no inquérito.

Desvio de 20 milhões aconteceu entre 2011 e 2012

Clésio Andrade

O primeiro ato do ex-senador assim que voltou ao posto foi instaurar imediatamente uma sindicância interna, com poderes de investigação, para averiguar e levantar provas contra as suspeitas, todas ex-diretoras do SEST SENAT, órgãos idealizados pessoalmente por Clésio Andrade em 1993. Além disso, Clésio determinou o afastamento de outros 20 funcionários, que podem ter colaborado, omitido ou feito vistas grossas ao crime. Os suspeitos do mensalão, segundo Lula, são vítimas de um crime que não existiu. Clésio Andrade mandou investigar e punir. Dá para ver quem é honesto ou não só ao comparar.

Clésio Andrade: investigação desde 2014 alerta sobre estradas ruins

Clésio Andrade

Em artigo publicado pela revista CNT de novembro de 2014, Clésio Andrade já alertava para a situação ruim das estradas brasileiras e o risco que elas representam para a sociedade brasileira. Somente no ano de 2013, e só nas rodovias mantidas pela administração da então presidente Dilma Rousseff, mais de 8 mil pessoas perderam a vida em 180 mil acidentes de trânsito.

CNT: Investigação anual aponta sempre os mesmos problemas

A Confederação Nacional do Transporte, presidida por Clésio Andrade, conduz uma investigação anual sobre a situação das estradas brasileiras. Em 2014, foram detectados problemas em 60% dos trechos analisados. Em 2016, esse número diminuiu muito pouco, abaixando para 58,2%. Em dois anos, a melhora não é o bastante sequer para ultrapassar a margem de erro da pesquisa.

Sem poder prever o impeachment da presidente Dilma, quando ainda nem se falava na possibilidade de renúncia, o ex-senador apostou em seu artigo que a ex-presidente faria um pacto em torno da infraestrutura. Isso não foi feito, e brasileiros continuam a morrer diariamente nas estradas federais, estaduais e também nas péssimas ruas mantidas pelas prefeituras. Além disso, não foram feitos investimentos em hidrovia, ferrovia e nem em outros modais de transporte. Em documento elaborado pela CNT naquele ano, Clésio apontava a necessidade de investimento de mais de R$ 1 trilhão para acabar com todos os problemas.

Infelizmente os problemas devem permanecer os mesmos nos próximos anos, e a situação nas rodovias mais críticas, como a BR-262, BR- 251, BR-116 e BR-135, deve se repetir no próximo estudo, a ser publicado em 2017.

Ex-senador critica renúncia de gastos do governo federal

A crise financeira continua afetando o setor de transporte brasileiro. Em um balanço feito pela Confederação Nacional do Transporte, disponibilizado no Economia em Foco sobre o ano passado, a situação do setor de logística, já muito ruim devido à crise, piorou ainda mais devido ao total abandono em relação às rodovias e estradas nacionais.

Clésio Andrade

O alerta já vinha sendo feito há algum tempo por Clésio Andrade, presidente da Confederação Nacional do Transporte. Se não fosse aumentado o investimento público nas estradas e outros modais de transporte, a economia como um todo sofreria. A população com os buracos, e os empresários com a péssima qualidade da malha asfáltica brasileira. Em um período de crise, o aumento de custo com manutenção e derivados corrói a lucratividade das empresas. Preocupa o número de caminhões encostados nos pátios, seja por problemas mecânicos, ou por ociosidade.

Ex-senador Clésio Andrade critica governo federal após investigação

“O governo federal, apesar do esforço em quitar suas dívidas (pagamento de Restos a Pagar) referentes aos investimentos em infraestrutura de transporte, não foi capaz de viabilizar as intervenções necessárias para modernizar, expandir e melhorar a sua qualidade”.

Segundo a investigação feita pela CNT, presidida pelo ex-senador Clésio Andrade, dos R$ 11,54 bilhões pagos pelo governo Dilma Rousseff e pelo governo Michel Temer, apenas 39% se referem a obras novas. Todo o resto, infelizmente, é para pagar dívidas antigas: o famoso restos a pagar.

Clésio Andrade: Renúncia de investimentos preocupa setor

Um dos maiores especialistas em transporte e infraestrutura do país, Clésio Andrade defende anualmente o aumento do empenho público para a expansão do modal de transporte brasileiro. Com 58% das estradas e rodovias brasileiras apresentando algum tipo de problema, como buracos, sinalização deficiente ou mesmo problemas estruturais, a necessidade de investimentos não é só lógica, como uma questão de sobrevivência.

Clésio Andrade

A Confederação Nacional do Transporte, presidida pelo ex-senador Clésio Andrade, fez uma investigação sobre o montante gasto pelo governo federal na conservação e ampliação de rodovias, portos, trilhos e derivados. Devido à crise econômica, a situação, como era de se esperar, é aterradora.

Renúncia em investir custa caro ao país

Em 2016, segundo ano de recessão severa, foram gastos R$ 11,5 bilhões no setor de transportes. Se aplicada a correção do Índice de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA, esse é exatamente o valor empenhado em 2007. Em 2010, era de ouro da economia brasileira pós ditadura militar, o volume de investimentos foi superior a R$ 20 bilhões.

“As péssimas condições de infraestrutura de transporte do Brasil, principalmente a rodoviária, são consequência dos poucos investimentos ao longo dos anos”, lamentou Clésio Andrade em entrevista à imprensa especializada. “O Brasil precisa realizar fortes investimentos em infraestrutura para alavancar a economia. Mas é preciso oferecer segurança jurídica aos investidores”.

Os passos do novo governo, que conseguiu aprovar a PEC do Teto e da previdência, parecem levar o país nessa direção.